Artigo Corporativo - O Cliente é...
Tudo na vida é baseado em relacionamento. Desde que nascemos, negociamos com o mundo carinho, atenção, segurança e amor, de várias maneiras.Todas as teorias existentes sobre técnicas de negociação e relações com cliente, ainda são inspiradas no comportamento humano.
A cada dia, em razão das constantes mudanças que impactam nossas vidas, os especialistas em relacionamento tentam inventar uma “nova roda”. Mas acabam por inventar as mesmas com adornos diferenciados. E as perguntas acabam recaindo em dois questionamentos básicos:
- Como encantar, conquistar e fidelizar clientes?
- Quais os atuais perfis de clientes existentes no mercado?
As respostas, não raro, remetem às nossas raízes de cidadania, que têm se perdido ao longo do tempo.
Eu aprendi, por exemplo, que educação sempre coube em qualquer lugar ou situação. Educação sempre foi obrigação. Mas o que era obrigação, hoje se transformou em virtude. O fato de ser educado nos dias atuais é considerado qualidade, algo escasso. Gera simpatia, credibilidade e lucro, por incrível que isso possa parecer. Simples assim.
Em vista disso, organizações gastam fortunas para treinar pessoas a serem educadas.
De certo, assim como a Revolução Industrial mudou nossa maneira de fazer as coisas, a era da informática está mudando nosso modo de ser. Mas os bons valores que sempre gerenciaram o mundo continuam os mesmos até hoje.
No que tange a pessoas, penso que existam basicamente dois tipos: as que vivem para ganhar e as que vivem para não perder.
As que vivem para ganhar são pessoas que acreditam na possibilidade de prosperidade, de ter mais do que possuem. Pessoas que têm boa autoestima, que acreditam que merecem o mundo e os benefícios que o mundo oferece, têm significativo alto astral. Não costumam acreditar em impossibilidades, trabalham com a linguagem do “sim” e são abertas a mudanças.
As pessoas que vivem para não perder, por sua vez, são inseguras em excesso, têm baixa autoestima, nutrem um profundo sentimento de escassez e acreditam nas impossibilidades. Trabalham com a linguagem do “não”, adoram rotinas e têm dificuldade com mudanças.
No tocante ao comportamento, podemos discernir outros dois tipos básicos: os pacientes e os impacientes.
Os pacientes costumam ser mais analíticos, estão mais aptos a ouvir detalhes, preferem ter um conhecimento mais profundo em tudo. Falam com calma, usam tom de voz baixo. Gostam de saber das causas antes das consequências. Lidam muito bem com planejamento, mas por vezes perdem tempo na fase de execução, e são menos ansiosos.
Os impacientes costumam ser mais objetivos. Não gostam de ouvir detalhes, não sentem necessidade de aprofundarem-se em nada. Querem resultados imediatos. Têm dificuldade de trabalhar com planejamento, mas costumam ser eficientes na execução. São bons em processos decisórios que exijam velocidade, mas por vezes, perdem por não saber esperar um pouco mais; são mais ansiosos.
Ter um pouco dos aspectos positivos de cada característica descrita acima nos torna melhores. O melhor treinamento é buscar aprender com as experiências de cada um e com as nossas próprias.
Quero dividir com você quatro dicas que desenvolvi a partir de minha experiência de vida. Elas possibilitam expandir nossas habilidades naturais nos relacionamentos:
- Procure se relacionar com pessoas 15 anos mais jovens e 15 anos mais velhas. Isso fará com que você tome contato com mundos diferentes do seu, com outros costumes e perspectivas; e aprenda a respeitá-los;
- Viajar ou estudar outras culturas é uma das melhores formas de ampliar seus horizontes, expandir conhecimentos, acabar com ideias pré-concebidas e vencer preconceitos;
- Exercite mudar seus hábitos. Esteja aberto a mudanças, mesmo nas coisas mais simples possíveis;
- Abra a mente. Procure alguma biografia diferente do que você está acostumado a ler.
Outro dia me dei conta dessa “pérola” do Gonzaguinha. Na canção “É” descobri que ele entende, do que a gente entende que seja uma boa relação com cliente:
“A gente quer do bom e do melhor...
A gente quer carinho e atenção...
A gente quer viver todo respeito...
A gente quer é ser um cidadão...”
