Artigo Corporativo - Uma questão de valore$

Adotar, desenvolver e difundir valores éticos continuam gerando bons resultados para a humanidade.

Nascida de um pensamento ético, a Responsabilidade Social Corporativa representa, hoje, uma completa mudança de postura na estratégia de crescimento das Organizações.

As grandes promessas econômicas mundiais, conhecidas pelo grupo de países que compõe o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ainda possuem sérios problemas sociais e, consequentemente, muitos gargalos para adoção de uma política coerente e contínua na área da Responsabilidade Social Corporativa.

Sempre concordei com a teoria de que não devemos nem podemos deter o desenvolvimento, mas me parece razoável que isso não ocorra a qualquer custo, tampouco, através de sistemas baseados puramente em ganhos de capital, que não levam em conta uma automática reparação para danos sociais causados pelos impactos das atividades das Organizações.

Mais do que ser simplesmente assistencialista, a Responsabilidade Social Corporativa é, atualmente, uma ferramenta de gestão para as empresas, possibilitando lucro social, conseguindo que suas ações passem a dar resultados positivos, não só internamente, como para a comunidade de seu entorno.

As empresas que adotam, como estratégia de crescimento e melhoria de performance, a Responsabilidade Social Corporativa exercem uma grande contribuição para diminuição da pobreza, fomentando um novo cenário social desenvolvimentista.

Existem normas técnicas de certificação em Responsabilidade Social baseadas em práticas responsáveis e eticamente corretas que, uma vez implementadas, geram reconhecimento e credibilidade nas relações com o mercado internacional. São elas: SA 8000 (Social Accountability 8000) e a ABNT NBR 16001, uma norma brasileira.

Preservar indicadores como: sustentabilidade, segurança, saúde, educação, motivação e marketing, garantem um planejamento de sucesso para as Organizações

Alguns ganhos são mensuráveis:

- Redução significativa do turnover. As pessoas se sentem mais estimuladas a continuar na organização porque gostam de trabalhar em empresas que buscam padrões de excelência. O que facilita a retenção e o desenvolvimento de novos talentos;

- Ampliação do sentimento de inclusão e reconhecimento. As pessoas se sentem mais integradas à organização e reconhecidas profissionalmente;

- Melhoria da imagem da organização para os colaboradores, clientes, fornecedores, a sociedade e para o mercado (stakerolders). Isso facilita a política de marketing interno e externo, além de fortalecer a marca;

- Maior credibilidade junto ao terceiro setor facilitando ações às comunidades. O terceiro setor passa a identificar a Organização como um agente de desenvolvimento local e passa a ser um cooperador no processo;

- Aumento no nível de competitividade da organização junto ao mercado;

- Diminuição de afastamentos por enfermidades e diminuição dos acidentes de trabalho;

- Com a política da boa vizinhança sendo priorizada, a comunidade no entorno passa a valorizar aquela Organização.

Seja de pequeno, médio ou grande porte a Organização, a ética nos negócios sempre trará bons resultados. Cabe aos dirigentes o esforço para gerar valores sociais que definirão padrões de igualdade corporativa e comunitária que a maioria de nós quer ver um dia estabelecidas no mundo. Assim, ganharemos todos em valores reais.

Por José Haddad, presidente da Trainee Treinamentos Ltda e coach executivo.